Debate Nacional

Uma oportunidade, necessária e urgente, em educação:

http://www.debatereducacao.pt/

Promovido pela Assembleia da República, por ocasição dos 20 anos da Lei de Bases do Sistema Educativo, os debates percorrem o país, sempre com temas de actualidade. Participem, inclusive nos fórums.

(Obrigado à Sandra por me ter relembrado)

Ser Professor em Portugal

Ser Professor em Portugal:

  • Esta é uma profissão em que a imensa maioria dos seus agentes trabalha (em casa e de graça, entenda-se) aos sábados, domingos, feriados, madrugada adentro e muitas vezes, até nas férias! Férias, sim, e sem eufemismos, que bem precisamos de pausas ao longo do ano para irmos repondo forças e coragens. De resto, é o que acontece nos outros países por essa Europa fora, às vezes com muito mais dias de folga do que nós: 2 semanas para as vindimas em Setembro/ Outubro, mais duas para a neve em Novembro, 3 no Natal e mais 3 na Páscoa, 1 ou 2 meses no verão.

  • É a única profissão em que se tem falta por chegar 5 minutos atrasado (também neste caso, exigirá a senhora Ministra um pré-aviso com 5 dias de antecedência?).

  • É uma profissão que exclui devaneios do tipo “hoje preciso de sair meia hora mais cedo”, ou o corriqueiro “volto já”, justificando a porta fechada em horas de expediente

  • É uma profissão que não admite faltas de vontade e motivação ou quaisquer das ‘ronhas’ que grassaram, por exemplo, na AR.

  • É uma profissão de enorme desgaste. Ainda há bem pouco tempo foi divulgado um estudo que nos colocava na 2ª posição, a seguir aos mineiros, mas isto, está bom de ver, não convém a ninguém lembrar. E olhe que não, senhor secretário de estado, a escola da reportagem da RTP1 não é, nem de longe, caso único, circunscrito e controlado!

  • É uma profissão que há muito deixou de ser acarinhada ou considerada, humana e socialmente. Pelo contrário, todos os dias somos agredidos na nossa dignidade ou fisicamente (e as cordas vocais não são um apêndice despiciendo), enxovalhados na praça pública, atacados e desvalorizados, na nossa pessoa e no nosso trabalho, em todas as frentes, nomeadamente pelo patrão que, passe a metáfora económica tão ao gosto dos tempos que correm ao espezinhar sistematicamente os seus empregados perante o cliente, mais não faz do que inviabilizar a venda do produto

  • É uma profissão em que se tem de estar permanentemente a 100%, que não se compadece com noites mal dormidas, indisposições várias (físicas e psíquicas) ou problemas pessoais.

  • É uma profissão em que, de 45 em 45, ou de 90 em 90 minutos, se tem de repetir o processo, exigente e desgastante, quer de chegar a horas, quer de « conquistar », várias vezes ao longo de um mesmo dia de trabalho, um novo grupo de 20 a 30 alunos (e todos ao mesmo tempo, não se confunda uma aula com uma consulta individual ou a gestão familiar de 1, 2, até 6 filhos…).

  • É uma profissão em que é preciso ter sempre a energia suficiente (às vezes sobre-humana) para, em cada turma, manter a disciplina e o interesse, gerir conflitos, cumprir programas, zelar para que haja material de trabalho, atenção, concentração, motivação e produção.

  • Ainda somos avaliados, não pelo nosso próprio desempenho, mas pelos sucessos e insucessos, os apetites e os caprichos dos nossos alunos e respectivas famílias, mais a conjuntura política, económica e social do nosso país!

Assim, é bom que a cara opinião pública » comece a perceber por que é que os professores « faltam tanto ». Para além do facto de, nas suas « imensas » faltas, serem contabilizadas também situações em que, de facto, estão a trabalhar:

  • no acompanhamento de alunos em visitas de estudo;
  • em acções, seminários, reuniões, para as quais até podem ter sido oficialmente convocados;
  • para ficarem a elaborar ou corrigir testes e afins, que não é suficiente o tempo atribuído a essas tarefas;
  • ou, como vem sucedendo ultimamente, a fazerem (em casa, que é o sítio que lhes oferece condições) horas e horas não contabilizadas do obrigatório trabalho de escola;
  • Para além disto, e não é pouco, há pelo menos, como acima se terá visto, toda uma lista de 10 boas e justificadas razões para que o façam.

Se é professor, sabe o quão verdadeiro é o texto acima registado.

Se não é professor, creia que é verdade e apoie quem está a lutar simultaneamente pela dignificação da Carreira Docente e por uma educação de verdadeiro sucesso.

ACARINHE OS PROFESSORES!!!
ELES PRECISAM DO SEU APOIO!!!

[Remetido por mail, desconheço o autor.]

Humor sério #1: A avaliação dos alunos (convidada SC)

A avaliação dos alunos – Novas tendências

Caros amigos, as « coisas » têm de mudar, dizem as novas correntes da Educação. Aqui está um exemplo da nova atitude que os professores têm de adoptar, a bem dos tempos modernos. Avaliação de um exercício nos tempos que correm…

(Orientado para professores que têm de mudar… e cumprir políticas da Sr.ª Ministra…)

Questão proposta:

6 + 7 =?

A. Exercício feito pelo aluno:

6 + 7 = 18

B. Análise: A grafia do número seis está absolutamente correcta; O mesmo se pode concluir quanto ao número sete; O sinal operacional + indica-nos, correctamente, que se trata de uma adição; Quanto ao resultado, verifica-se que o primeiro algarismo (1) está correctamente escrito – corresponde ao primeiro algarismo da soma pedida. O segundo algarismo pode muito bem ser entendido como um três escrito simetricamente – repare-se na simetria, considerando-se um eixo vertical! Assim, o aluno enriqueceu o exercício recorrendo a outros conhecimentos. a sua intenção era, portanto, boa.

C. Avaliação: Do conjunto de considerações tecidas nesta análise, podemos concluir que: A atitude do aluno foi positiva: ele tentou! Os procedimentos estão correctamente encadeados: os elementos estão dispostos pela ordem precisa. Nos conceitos, só se enganou (?) num dos seis elementos que formam o exercício, o que é perfeitamente negligenciável. Na verdade, o aluno acrescentou uma mais-valia ao exercício ao trazer para a proposta de resolução outros conceitos estudados – as simetrias… – realçando as conexões matemáticas que sempre coexistem em qualquer exercício…

Em consequência, podemos atribuir-lhe um…

… »Excelente »…

…e afirmar que o aluno…

… « Progride adequadamente »!!!


Remetido pela minha grande amiga Sandra Cristelo, alias Titina.

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