SIG Writing abstract


Deixo aqui o resumo da comunicação que vou proferir no âmbito do congresso internacional da SIGWriting que descrevemos já num post anterior.

In Portugal, the knowledge of the teaching practices and its conceptualization by the Portuguese teachers of French as a Foreign Language (FFL) is yet scarcely studied. Actually, the studies that report theorical and methodological applications in the field of writing teaching are manly focused on the field of the Mother Tongue education and, more recently, in the area of EFL teaching. Therefore, this study acquires a special relevance since it enables us (a) to known the conceptions of the FFL teachers about their practices, and (b) to characterize the writing practices of these teachers. We also try to build the theoretical construct of best practices of teaching writing, firstly through the analysis of theoretical and methodological research in this area, and secondly asking the FFL teachers what they consider as their best practices.

We requested the collaboration of all the teachers of FFL of the schools of Third Cycle of Basic Education and Secondary Level of the Algarve region. Later, we selected a small sample through the method of the sample stratification based on representative categories.

Firstly, the collection of data proceeded through a survey questionnaire, that intended (i) to characterize the practices of teaching of writing, and (ii) to assess, through a Likert scale, a great number of writing teaching practices existing actually in schools or proposed by specialized literature as good practices to teach writing. This instrument was sent by regular mail to the schools, with detailed instructions concerning its goals and method for its reply. A total of 155 teachers replied to our request.

Secondly, we carried out 11 depth interviews to a small sample. Whit the interviews we wanted to support the characterization of teaching practices and the conceptions of the teachers concerning what they consider as their best practices.

As a study in progress, we do not have yet final results and conclusions. Therefore, we consider that we will be able to infer implications for the development of writing skills in FFL classes. Moreover, it will provide a critical reflection for the teachers of FFL concerning their writing teaching practices.

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Acesso ao Ensino Superior: Colocações

Já sairam as colocações dos alunos relativas ao acesso ao ensino superior. Embora muitos dos números estatíticos difundidos pelo Ministério e pela comunicação social, sejam positivos, no nosso caso em particular, formações em Ciências Humanas (línguas), as entradas ficaram aquém das expectativas em muitas universidades, colocando, inclusive, alguns cursos em risco de não abrirem no ano lectivo que vem.

Algumas soluções são já conhecidas, e não passam pela extinsão dos cursos de línguas. Porém, continuamos a preservar modelos e formações que não são apelativas para os jovens de hoje. Por vezes, alteram-se as designações continuando as disciplinas a manterem-se iguais por não existir uma vontade expressa de mudança por parte de alguns membros do corpo docente, agarrados à sua cátedra. Pelo menos, e ainda bem que assim é, essas situações são já esparsas.

Não obstante, os cursos de línguas vivem em tempos adversos, a melhorar e modernizar uma imagem manchada pelo Governo e comunicação social. A falta de alunos prejudica essas alterações, tendo em conta que não permitem que os cursos agora criados mostrem o que valem.

Saudações académicas.

SIG Writing 10th International Conference

Este ano, o maior encontro de especialistas acerca da aprendizagem, ensino e utilização da escrita vai acontecer em Antuérpia. Com vários subtemas associados (como a escrita académica, género de texto, processos cognitivos, escrita criativa, ensino da escrita em contextos diversos, escrita terapêutica, etc.), estarão reunidos especialistas oriundos do mundo inteiro, nomeadamente Prof. dr. Ronald T. Kellogg, eminente especialista na área.

Apresentação:

SIG Writing 10th International Conference

Antwerp (Belgium) from 20 to 22 September 2006.

“EARLI SIG Writing is a special interest group of the European Association for Research on Learning and Instruction. Its members come from a variety of disciplinary backgrounds, including education, psychology, linguistics, computer science, rhetoric and literary studies.

Website: SIG Writing (http://www.sig-writing.org/).


The aim of the conference is to promote interaction among researchers who are interested in understanding the cognitive, social and developmental processes involved in writing, who are concerned with designing writing instruction in various educational settings, or with exploring the functions of writing in different social and institutional contexts. The scope of the conferences has typically been very broad, and we hope to draw together once again a wide range of researchers and professionals in the area of writing. We would therefore welcome submissions investigating the basic cognitive and social processes involved in writing, as well as research on the forms that writing instruction takes in specific contexts, and on the variety of purposes which writing can serve. We anticipate a dynamic and diverse meeting, and look forward to meeting old friends and to welcoming new ones.

Publications
Publications on many topics related to the scientific study of writing are among the most important activities of SIG Writing. These include the recently released prepublication and archive site, the book series « Studies in Writing », and a new on-line journal coming in 2006.

prepublication and archive

The SIG Writing publication server offers researchers the possibility to publish papers, chapters and other research material on-line, freely accessible for other writing researchers. The editors wish to foster a sense of community and collegial sharing of ideas by providing an online space where relevant work can be published in an initial stage. This will have to guarantee a continuous availability for the latest work in the field. Submitted publications will be checked for relevance and completeness by the archive’s editors. Editors are Eva Lindgren (Sweden), Marielle Leijten (Belgium) and Daphne van Weijen (The Netherlands): SIG Writing publication server (http://www.sigwritingpublications.org/).

book series

Members of SIG Writing form the editorial board for the book series « Studies in Writing » under the general editorship of Gert Rijlaarsdam. Books in this series include edited volumes and research monographs. As of Volume 16, coming out in 2005, the book series moved from Kluwer Academic Publishers to Elsevier

(http://www.elsevier.com/wps/find/bookdescription.cws_home/BS_SIW/description#description/).

online-journal
A new high-quality peer-reviewed on-line journal on writing research, freely accessible for all, is planned to be launched in 2006.”

(Fonte: http://webhost.ua.ac.be/sigwriting2006/overview.php?cf=1)

ME: "Propostas de alteração ao Estatuto da Carreira Docente premeiam o mérito" (???)

Fonte: Revista Professores do ME (http://www.professores.pt/8.np3) de 05 de Setembro de 2006

« O Ministério da Educação pretende distinguir os melhores profissionais e premiar o mérito dos professores, estabelecendo novas regras de avaliação e progressão na carreira, no âmbito da alteração do Estatuto da Carreira Docente, que está em negociação com os sindicatos do sector. »

MAS

Não esqueçam, no entanto, as cotas para progressão (dependendo também de cotas a nível da avaliação do desempenho), para além das cotas também centrralmente estabelecidas para se aceder à carreira de professor titular.

Fiquem atentos.

ME: "Estatuto da Carreira Docente – Quais as propostas de alteração?"

Fonte: Revista Professores do ME (http://www.professores.pt/8.np3), 29 de Maio de 2006

As propostas de alteração ao Estatuto da Carreira Docente apresentadas pelo Ministério da Educação visam introduzir procedimentos que permitam avaliar o mérito e recompensar o empenho dos professores, ao mesmo tempo que reforçam as estratégias de promoção do sucesso escolar e de combate ao abandono escolar precoce.

A tabela que se segue permite compreender, de forma clara e detalhada, os pontos que o Ministério da Educação (ME) pretende alterar, através da comparação entre o regime actual e as propostas apresentadas.

Regime actual

Propostas do Ministério da Educação

Acesso à carreira

Requisito:
Habilitação profissional ou própria.

Requisitos de admissão ao concurso:
– Habilitação profissional.
– Prova nacional de avaliação de conhecimentos e competências.

Período probatório – existe mas nunca foi regulamentado.

Período probatório: duração de um ano lectivo
– O docente é acompanhado por um professor supervisor.

Quadros

Quadros de escola

Quadros de Agrupamento e de Escola não Agrupada.

Quadros de Zona Pedagógica

Quadros de Zona Pedagógica – em caso de inexistência de serviço lectivo na sua zona, podem ser afectos a agrupamentos/escolas de zonas limítrofes.

Contratados

Continuarão a existir contratos de trabalho para docentes que leccionem as áreas vocacionais, profissionais, artísticas e para as necessidades residuais da leccionação de outras disciplinas.

Carreira

Uma única categoria

Duas categorias:
– Professor titular
– Professor
O professor titular desempenha todas as funções atribuídas ao professor, mais as funções de coordenação e supervisão de outros docentes, direcção de escola e direcção de centro de formação. Só professores titulares poderão integrar o júri de provas públicas de acesso à categoria de professor titular.

Escalões – 10

Escalões – 7
4 na categoria de professor e outros 3 na categoria de professor titular.

Duração dos escalões:
Variável: 3, 4, 5, 6 anos

Duração dos escalões: dependente da avaliação do desempenho.
Em regra, cada escalão tem a duração de 5 ou 6 anos.

Progressão: A progressão horizontal, nos escalões de cada categoria ,fica dependente de:
Prestação de, em regra, 5 ou 6 anos de serviço.
Atribuição de Bom, Muito Bom ou Excelente na avaliação anual de desempenho.
Frequência de acções de formação contínua – 25 horas anuais.
A mudança para a categoria de professor titular dependerá de:
Aprovação em provas públicas de avaliação e discussão curricular e do trabalho desenvolvido pelo docente.
Avaliação de desempenho – Excelente, Muito Bom ou Bom em toda a carreira.

Valorização do desempenho

Não é valorizado

Prémios de desempenho
O docente que obtenha 4 anos com classificação de Excelente ou de Muito Bom tem direito a um prémio pecuniário de desempenho.
Progressão mais rápida para professores com classificação de excelente e muito bom:
– O docente que obtenha na avaliação de desempenho Excelente em dois anos consecutivos reduz num ano o tempo de acesso ao exame para a categoria de professor titular.
– O docente que obtenha na avaliação de desempenho Muito Bom em dois anos consecutivos reduz em 6 meses o tempo de acesso ao exame para a categoria de professor titular.

Avaliação de desempenho

Periodicidade: No final do período de duração do escalão (em regra de 4 em 4 anos).

Periodicidade: De dois em dois anos.

Menção qualitativa:
Bom – por solicitação do docente – comissão de avaliação constituída na escola; Satisfaz – órgão de gestão;
Não Satisfaz – comissão de avaliação de âmbito regional.

Escala de avaliação
Excelente – de 9 a 10 valores;
Muito Bom – de 8 a 8,9 valores;
Bom – de 7 a 7,9 valores;
Regular – de 5 a 6,9 valores;
Insuficiente – de 1 a 4,9 valores.

Efeitos da avaliação:

Bom e Satisfaz – o docente progride para o escalão seguinte;
Não Satisfaz – o docente não progride para o escalão seguinte.

Efeitos da avaliação:
Excelente – Docente progride. Se obtiver Excelente durante 2 anos, antecipa num ano a sua candidatura ao exame de acesso à categoria de professor titular. Prémio de Desempenho.
Muito Bom – Docente progride. Se obtiver Muito Bom durante 2 anos, antecipa em 6 meses a sua candidatura ao exame de acesso à categoria de professor titular. Prémio de Desempenho.
Bom – Docente progride normalmente para o escalão seguinte.
Regular – O tempo de serviço conta para antiguidade na carreira e categoria. Docente não muda de escalão.
Insuficiente – Não contagem do tempo para progressão e acesso na carreira. No caso dos contratados – Não renovação do contrato. Duas qualificações de Insuficiente – o docente passa ao quadro de mobilidade.

Avaliadores:
Órgão de gestão;
Comissão especializada do Conselho Pedagógico (3 ou 5 elementos);
Um docente da comissão elabora o projecto de parecer que será apreciado pela comissão.

Participantes da avaliação:
– Próprio docente;
– Coordenador de departamento/conselho de docentes;
– Pais ou encarregados de educação individualmente;
– Direcção executiva;
– Comissão de coordenação de avaliação de desempenho.

Procedimento

O docente, 60 dias antes de completar o tempo de permanência no escalão, elabora e entrega um documento de reflexão crítica, onde aprecie:
– Serviço que lhe foi distribuído;
– Relação pedagógica com os alunos;
– Desempenho de outras funções educativas; Participação em projectos da escola;
– Acções de formação frequentadas respectivos certificados;
– Estudos realizados e trabalhos publicados.

Procedimento
Auto-avaliação:
Preenchimento de ficha sobre o seu desempenho, designadamente, actuação, formação, actualização, etc.

Coordenador de departamento/conselho de docentes avalia:
– Preparação das actividades lectivas. Documentos de planeamento a longo, médio e curto prazos; Outros instrumentos de trabalho.
– Realização das actividades lectivas
Observação através de assistência a aulas; Consulta de plano diário do docente
– Avaliação das aprendizagens
Consulta dos instrumentos de avaliação
Apreciação da correcção/verificação efectuada desses instrumentos.

Direcção Executiva avalia:
– Assiduidade do docente;
– Resultados dos alunos e taxas de abandono escolar;
– Participação e intervenção dos docentes na vida/actividades do agrupamento;- Formação contínua.
– Exercício de cargos de natureza pedagógica;
– Apreciação dos pais ou encarregados de educação.

Comissão de coordenação de avaliação de desempenho
Coordenação de todo o processo de avaliação.

Faltas por conta do período de férias

Docente pode faltar 12 dias por ano
A falta a mais de 2 dias por mês entre feriados ou feriado se fins-de-semana, ou antes ou depois de feriados coincidentes do sexta ou segunda-feira implica autorização com 5 dias de antecedência.

O docente pode faltar um dia útil por mês até ao limite de 12 dias úteis por ano.
Terá de solicitar autorização com 5 dias de antecedência.
Quando a falta implicar actividades lectivas, a autorização fica dependente da entrega do plano de aula e da possibilidade de substituição do docente.
Faltas para formação só nos períodos de interrupção de férias.

Licença sabática

No final de 8 anos

No final de 8 anos com avaliação de Bom. Concedida até o docente completar 60 anos de idade.

Dispensas de serviço para formação

As dispensas – 5 dias úteis seguidos ou 8 interpolados – só na componente não lectiva do horário do docente, desde que a formação seja da iniciativa de serviços centrais, regionais ou do agrupamento de escolas ou escola não agrupada a que o docente pertence.
A formação de iniciativa do docente só pode ser autorizada durante os períodos de interrupção da actividade lectiva.

Citação do dia #1

A propósito do 11 de Setembro:

Observe good faith and justice towards all Nations; cultivate peace and harmony with all.
George Washington (1796)

A maior democracia do mundo teria muito a aprender. As culturas restantes também.

Cursos Intensivos de Línguas

(C) Expresso, Suplemento Emprego, edição n.º 1757, 1/07/06

O artigo que aqui se reproduz aporta algumas questões que convém debater num espaço de ensino de línguas que não pertence já unicamente às escolas públicas dos vários graus de ensino, no nosso caso em particular, às Instituições de Ensino Superior.

Como sabemos, tem crescido esponencialmente um mercado de trabalho cada vez mais livre, cada vez mais internacionalizado. Como já referi num post anterior, as Universidades não têm acompanhado este progresso para uma espécie de globalização da oferta de educação que se alarga também ao e-learning. Infelizmente em meu entender, quando vemos campus universitários estrangeiros crescerem cada vez mais, apostando nos alunos estrangeiros, quer através do Erasmus, quer oferecendo licenciaturas de base, internacionalmente reconhecidas. Por outro lado, o processo de Bolonha, e sua implementação no espaço europeu, pode favorecer a livre circulação de estudantes, algo que não tem sido bem clarificado no debate sobre a restruturação.

Mas voltando ao artigo.

O mercado de trabalho exige, actualmente, que os quadros médios e superiores das empresas portuguesas ou estrangeiras a operar em Portugal saibam mais do que a sua língua materna, e que saibam mais do que uma língua estrangeira.

Não obstante, os cursos de línguas oferecidos, continuam, na sua grande maioria, a ser « livres », não especializados, não interligados com o mundo empresarial e hoteleiro, que através de parcerias com as Universidades poderiam abrir um mercado de formação dos seus empregados na área de línguas estrangeiras e, claro está, materna.

Os cursos de línguas existentes continuam a funcionar em muitos casos devido à carolice dos docentes, pela sua paixão à divulgação de uma língua e cultura estrangeira que consideram também sua. Trabalho, na maior parte dos casos, não remunerado e não reconhecido para fins de progressão na carreira. Os cursos funcionam em horários pós-laborais, durante o ano lectivo, sem parcerias com as empresas, não se especializando, claro está, em determinadas áreas da comunicação humana, por não existir essa necessidade. Apenas se assiste a um crescimento da oferta do Português como Língua Estrangeira, em cursos de verão, que, a nosso ver, tem registado francos sucessos.

O mercado de cursos de línguas especializados, é, habitualmente, apenas aproveitado por instituições privadas, especializadas no ensino de línguas. As universidades e politécnicos, públicos e privados, como sabemos, pela exigência de formação do seu corpo docente e por, geralmente, contratarem falantes nativos (ou bilingues) das línguas ensinadas, podem fornecer elevados graus de qualidade e exigência, concorrendo de forma segura com essas instituições.
Cabe, então, às universidades e politécnicos criar grupos de trabalho que contactem as empresas (secundárias e terciárias), que estudem parcerias e que criem os cursos.

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