Actividades de AEC por pagar!!

 

As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), há quem as designe de Actividades de Empobrecimento Curricular, nasceram algo tortas e, como diz a sábia voz do povo, «aquilo que nasce torto, tarde ou mal se endireita».
Não querendo tomar a parte pelo todo, não me atrevo, para já, a juntar-me ao exército, que tem visto as suas fileiras engrossarem, daqueles que diabolizam as AEC. Apesar de não ser novidade para ninguém que me conheça que não concordo com o modelo adoptado nem com os objectivos (se é que estes existem) que estas se propões alcançar. Todavia, posso afirmar, convictamente, que este modelo contribui para o empobrecimento dos professores envolvidos no projecto.
A trabalharem desde Setembro sem receberem um cêntimo pelos seus serviços é absolutamente inaceitável. Não esqueçamos que estes profissionais trabalham a «Recibo Verde», portanto há uma boa parte do ano em que não recebem coisa alguma. Isto já é preocupante. Pensar que estas pessoas desde Julho que não auferem qualquer vencimento suscita-me algumas questões: Quem paga a renda / prestação da casa? Quem paga a alimentação? Quem paga a água, a luz, o telefone? Como é que se vive assim? Não esqueçamos que muitos têm que se deslocar em transporte próprio para a (s) escola (s) onde leccionam. Não sei se esta situação se está a passar em todo o país. Em Viseu esta é uma realidade dramática. Parece que os vencimentos estão a ser processados…estavam…estarão…Ninguém sabe ao certo.
O que sei é que há gente a vivenciar situações dramáticas. Um amigo disse-me que não sabe se o dinheiro que ainda lhe resta será suficiente para o combustível que lhe permita deslocar-se às várias escolas em que trabalha. Aqui está outra aberração: contratam imensa gente e depois atribuem apenas 12 horas a cada professor, horas distribuídas por distintos locais, obrigando a várias deslocações diárias.
Se não expusesse esta situação vergonhosa e lamentável hoje, tenho a sensação de que nem dormiria em paz. Outros há que estão, dado o adiantado da hora, tranquilamente a sonhar com a cabeça na almofada. Enquanto isso, muitos fazem das tripas o coração, encetando majestosos malabarismos, para fazerem face às necessidades básicas do quotidiano.
Que vergonha!!!

 

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Podem ler o texto em: http://www.cegueiralusa.com/

A imagem vem de: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/

 

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Le Portugais en Uruguay

Les étudiants de la République de l’Uruguay étudierons une deuxième langue étrangère obligatoire à la rentrée 2008, en l’occurence, le portugais. Cette décision a été prise la semaine dernière par le Gouvernement de ce pays.

Pour plus d’informations, vou pouvez lire la nouvelle complète sur le site de la télévision d’État portugaise, la RTP.

Je reviendrais plus tard sur ce sujet, avec d’autres informations.

TLEBS_2

Ora vejam lá se não é sintomático daquilo que se passa na educação em Portugal. Recebi esta notícia da APP (Associação de Professores de Português). Tem a ver com a TLEBS, pelo facto dos manuais escolares de alguns anos da escolaridade básica a seguirem, apesar de estar revogada.

Leiam e reflictam.

« APLICAÇÃO DA TLEBS
Em resposta a uma interpelação da APP acerca da aplicação da TLEBS, enviada à DGIDC durante o mês de Setembro, recebemos, no dia 25 de Outubro, um esclarecimento que, em síntese, diz o seguinte:
1. A nomenclatura de 1967 não está em vigor; 2. A segunda versão da TLEBS, em discussão pública, não é uma lista de conteúdos; 3. As aprendizagens do Básico regem-se pelos programas (1991) e pelo Currículo Nacional (2001); 4. Na avaliação externa do Básico são aceites todas as terminologias; 5. Os professores do Básico devem recorrer a outros materiais sempre que os manuais não estejam em conformidade com os programas e o currículo; 6. No Secundário, as aprendizagens regem-se exclusivamente pelos programas (2003). »

Ora vejam lá se não é curioso?

JGuerra

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