Afinal o dia tem 24 horas!(?)

Meus caros. Há uns dias atrás, numa mensagem célebre ficámos a saber que o dia tem 24h. Vejam lá que até àquele dia eu pensava que tinha menos porque sempre tive a sensação que o dia nunca me chegou para tudo o que queria fazer. Imagino que as nossas crianças nunca tinham aprendido isso na escola até àquela fatídica hora em que uma Ministra deu cabo de todas as esperanças.

24 horas… vejam lá vocês!!

Tentemos perceber porque parece sempre mais ou menos do que isso, principalmente na vida de um estudante (os outros que extrapolem para os seus horários):

  • · Um aluno passa em média 6 h na escola;
  • · Nos grandes centros urbanos (e agora nas áreas rurais também) temos de contar 2 h para a deslocação (1h x ida e volta… quando não é mais);
  • · Todos tomamos o pequeno-almoço/jantamos, lavamo-nos, vestimos/despimos… dá mais ou menos 1h de manhã e outra à noite, 2h portanto;
  • · Há ainda os TPC (nem todos os dias, mas quase): 1h;
  • · Algumas tarefas caseiras (arrumar o quarto, ajudar os pais, apoiar os irmãos, preparar a mochila para o dia seguinte, etc.): 1h;
  • E já lá foram 12h… metade do dia!! Ora bolas, a mim parece-me que passaram já 24h… então era psicológico e não o cansaço acumulado das diversas tarefas.

No mesmo vídeo, somos aconselhados a dormir bem. Segundo as diversas investigações relativas ao sono, dormir bem equivale a pelo menos 8h a dormir ininterruptamente.

Caso saibam fazer contas, das 20 (12 de trabalho e 8 a dormir) sobraram 4 horas às fatídicas 24h.

Já lá vão 20 horas! Mas ainda devemos rentabilizar as 4h que faltam.

Segundo a Ministra, ainda se deve arranjar tempo para praticar despo

rto físico e mental; (i) físico porque não se está nada cansado e então vamos lá dar trabalho aos músculos e combater a obesidade infantil; (ii) mental porque também se deve treinar o cérebro, estudando regularmente.

É também muito importante momentos de brincadeira, de lazer, de estar com os amigos, ler um livro, ver televisão.

Ora digam lá se o dia não parece ter mais de 24 horas?

Quero lá saber o que dizem os físicos! E os ministros! Para mim o dia tem mais do que isso, caso contrário, nas 4h que sobram deito-me no sofá a papar toda a porcaria que aparece na televisão.

Texto inicialmente publicado em 
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How not to use Powerpoint by comedian Don McMillan

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Redacção

Mandaram-me um texto produzido por uma aluna da Faculdade de Letras (não mencionam a Universidade) que « obteve vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa ».

Ora leiam… é delicioso!

Mostra-nos aquilo que de bom se produz.

« Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.

Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.

Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.

Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.

Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.

Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.

Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.

Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisto a porta abriu-se repentinamente.

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.

Que loucura, meu Deus!

Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

Só que, as condições eram estas:

Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva. »

Humor

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Humor sério #1: A avaliação dos alunos (convidada SC)

A avaliação dos alunos – Novas tendências

Caros amigos, as « coisas » têm de mudar, dizem as novas correntes da Educação. Aqui está um exemplo da nova atitude que os professores têm de adoptar, a bem dos tempos modernos. Avaliação de um exercício nos tempos que correm…

(Orientado para professores que têm de mudar… e cumprir políticas da Sr.ª Ministra…)

Questão proposta:

6 + 7 =?

A. Exercício feito pelo aluno:

6 + 7 = 18

B. Análise: A grafia do número seis está absolutamente correcta; O mesmo se pode concluir quanto ao número sete; O sinal operacional + indica-nos, correctamente, que se trata de uma adição; Quanto ao resultado, verifica-se que o primeiro algarismo (1) está correctamente escrito – corresponde ao primeiro algarismo da soma pedida. O segundo algarismo pode muito bem ser entendido como um três escrito simetricamente – repare-se na simetria, considerando-se um eixo vertical! Assim, o aluno enriqueceu o exercício recorrendo a outros conhecimentos. a sua intenção era, portanto, boa.

C. Avaliação: Do conjunto de considerações tecidas nesta análise, podemos concluir que: A atitude do aluno foi positiva: ele tentou! Os procedimentos estão correctamente encadeados: os elementos estão dispostos pela ordem precisa. Nos conceitos, só se enganou (?) num dos seis elementos que formam o exercício, o que é perfeitamente negligenciável. Na verdade, o aluno acrescentou uma mais-valia ao exercício ao trazer para a proposta de resolução outros conceitos estudados – as simetrias… – realçando as conexões matemáticas que sempre coexistem em qualquer exercício…

Em consequência, podemos atribuir-lhe um…

… »Excelente »…

…e afirmar que o aluno…

… « Progride adequadamente »!!!


Remetido pela minha grande amiga Sandra Cristelo, alias Titina.

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