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As boas práticas de ensino da escrita

finalmente em livro

portada

 

Esta obra procura sintetizar a investigação na área da escrita e do desenvolvimento dessa competência nos estudantes, bem como ilustrar a sua inclusão nas orientações oficiais através da análise dos programas de Francês. Por fim, descreve-se um modelo de prática eficiente de ensino da escrita. Assim sendo, este livro torna-se útil para professores dos vários níveis de ensino que queiram desenvolver as competências de escrita nos seus estudantes de forma eficiente e fundamentada.

Mais informações em: http://www.bubok.pt/livros/7632/AS-BOAS-PRATICAS-DE-ENSINO-DA-ESCRITA

O que os nossos estudantes sabem…

… em reação a um vídeo da revista Sábado amplamente difundido nas redes sociais.

Se é verdade que a escola tem revelado algumas deficiências, estas devem-se em parte, não aos professores, mas a todo um sistema que valoriza metas de sucesso a cumprir, programas disciplinares por vezes desactualizados e pouco estimulantes, um número de alunos por turma excessivo, mudanças paradigmáticas e curriculares a cada governo, obrigatoriedade social de classificar, etc.

Há igualmente uma Educação que é GRATUITA: A QUE TODOS PODEMOS INCUTIR AOS SEUS FILHOS, FAMILIARES.
Ensine-os a respeitar, a não destruir, a não mentir, a não roubar, a ser responsáveis, esforçados, solidários, a terem valores, a não serem violentos e a não se deixarem manipular.

É fundamental lutar por uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, mas a educação começa em CASA.

Ensine-os a serem curiosos, a valorizarem a leitura, a escrita, a estimulá-los para a cultura em geral (música, pintura, escultura, cinema – e não apenas blockbusters americanos, design, etc.).

Todos devem refletir sobre as suas ações quanto à educação dos mais jovens. É fácil atirar culpas para o outro, sacudir a água do capote. O mea culpa sempre foi doloroso. Por conseguinte, atire a primeira pedra aquele que não teve culpas no que podemos ver; os estudantes inclusive. Cabe-lhes igualmente a eles, enquanto estudantes universitários, (outrora) sinónimo de cultura, de valorizar o conhecimento. Não apenas na área científica em estudo, até porque existem sempre pontos de contacto, sempre influências de / confluências com outras áreas, e sempre, e realço sempre, ligações ao património cultural da humanidade.

Esta é a única maneira de mudar o presente para que tenhamos um futuro melhor.

evoluções no papel do professor

No passado, a educação baseava-se numa pedagogia autoritária, baseada sobre a figura do « professor ditador », detentor de todo o saber. Actualmente, procura-se adoptar uma pedagogia mais flexível, capaz de respeitar o aluno enquanto ser humano, enquanto indivíduo uno e diferente do colega de carteira, respeitando as suas necessidades comunicativas na gestão do processo de ensino.

No passado, o ensino favorecia as noções de Estado, religião e família e o professor era considerado como um templo de saber. Hoje em dia, o professor adquire o papel de gestor do processo de ensino-aprendizagem, com vista a estabelecer a relação entre o aluno e o saber como eixo principal das aprendizagens.

(Nota: Estas afirmações baseiam-se em algo que li há já algum tempo e não me recordo de onde.)

Gave: relatório 2010

Mais uma vez o GAVE divulga um relatório avassalador sobre a capacidade de raciocínio dos estudantes portugueses. Problema transversal aos diversos níveis de ensino analisados. As principais dificuldades dizem respeito a operações complexas de leitura, escrita e até de análise gramatical.

 

Contrariamente ao 9º ano, a leitura e escrita de textos informativos revela-se ser uma das principais dificuldades dos alunos do Ensino Secundário. Resultado que não me surpreende de todo, tendo em conta os dados obtidos e analisados pelos sucessivos relatórios PISA dos anos anteriores e uma investigação por mim desenvolvida (2002/2003), na qual se chegou à conclusão que as actividades de leitura compreendidas nos manuais e as práticas desenvolvidas quer em sala de aula, quer fora dela, não incluíam estratégias de leitura e escrita adequadas para desenvolver competências nos estudantes do Ensino Básico (na altura no 7º ano) relativas aos textos explicativos.

Levanta-se portanto uma questão deveras pertinente. De que servem os vários relatórios já produzidos? Foram divulgados junto dos docentes? Foram organizadas pelo Ministério acções de formação que promovessem práticas diferentes? A meu ver parece-me que ficámos aquém e que continuaremos a produzir relatórios semelhantes.

O relatório completo pode ser consultado na seguinte página Testes Intermédios: Relatório 2010.

Reading literacy

According to PISA, reading is « […] the capacity to identify and understand the role that reading plays in the world, to make well-founded judgments, and to use and engage with reading in ways that meet the needs of that individuals life as a constructive, concerned and reflective citizen. » (OCDE, 2003: 108).

Let’s think about our practices  to see if they  match with this definition.

That’s the contest of the week. Let us know, share your practices.

Afinal o dia tem 24 horas!(?)

Meus caros. Há uns dias atrás, numa mensagem célebre ficámos a saber que o dia tem 24h. Vejam lá que até àquele dia eu pensava que tinha menos porque sempre tive a sensação que o dia nunca me chegou para tudo o que queria fazer. Imagino que as nossas crianças nunca tinham aprendido isso na escola até àquela fatídica hora em que uma Ministra deu cabo de todas as esperanças.

24 horas… vejam lá vocês!!

Tentemos perceber porque parece sempre mais ou menos do que isso, principalmente na vida de um estudante (os outros que extrapolem para os seus horários):

  • · Um aluno passa em média 6 h na escola;
  • · Nos grandes centros urbanos (e agora nas áreas rurais também) temos de contar 2 h para a deslocação (1h x ida e volta… quando não é mais);
  • · Todos tomamos o pequeno-almoço/jantamos, lavamo-nos, vestimos/despimos… dá mais ou menos 1h de manhã e outra à noite, 2h portanto;
  • · Há ainda os TPC (nem todos os dias, mas quase): 1h;
  • · Algumas tarefas caseiras (arrumar o quarto, ajudar os pais, apoiar os irmãos, preparar a mochila para o dia seguinte, etc.): 1h;
  • E já lá foram 12h… metade do dia!! Ora bolas, a mim parece-me que passaram já 24h… então era psicológico e não o cansaço acumulado das diversas tarefas.

No mesmo vídeo, somos aconselhados a dormir bem. Segundo as diversas investigações relativas ao sono, dormir bem equivale a pelo menos 8h a dormir ininterruptamente.

Caso saibam fazer contas, das 20 (12 de trabalho e 8 a dormir) sobraram 4 horas às fatídicas 24h.

Já lá vão 20 horas! Mas ainda devemos rentabilizar as 4h que faltam.

Segundo a Ministra, ainda se deve arranjar tempo para praticar despo

rto físico e mental; (i) físico porque não se está nada cansado e então vamos lá dar trabalho aos músculos e combater a obesidade infantil; (ii) mental porque também se deve treinar o cérebro, estudando regularmente.

É também muito importante momentos de brincadeira, de lazer, de estar com os amigos, ler um livro, ver televisão.

Ora digam lá se o dia não parece ter mais de 24 horas?

Quero lá saber o que dizem os físicos! E os ministros! Para mim o dia tem mais do que isso, caso contrário, nas 4h que sobram deito-me no sofá a papar toda a porcaria que aparece na televisão.

Texto inicialmente publicado em 
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