Reading literacy

According to PISA, reading is « […] the capacity to identify and understand the role that reading plays in the world, to make well-founded judgments, and to use and engage with reading in ways that meet the needs of that individuals life as a constructive, concerned and reflective citizen. » (OCDE, 2003: 108).

Let’s think about our practices  to see if they  match with this definition.

That’s the contest of the week. Let us know, share your practices.

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Novos Programas de Português Ensino Básico_Parecer_1

Os próximos post correspondem ao parecer que enviei ao Ministério da Educação.

Dividimos por partes devido à sua extensão. Boa leitura e excelentes reflexões.

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Em primeiro lugar gostaria de felicitar a equipa pelo trabalho coerente e inovador. Há muito que se sentia a urgência da revisão ou alteração dos programas elaborados em 1991 e diversas vezes revistos em documentos (e.g. Sim-Sim, Duarte & Ferraz, 1997) publicados pelo Ministério da Educação ao longo dos anos. Necessidade ainda mais premente após a publicação em 2001 das Competências Essenciais, as quais pouca ou nenhuma articulação tinham com os programas anteriores.

Na qualidade de investigador na área do Ensino de Línguas e formador de professores de Português tanto a nível inicial como contínuo, venho apresentar algumas conclusões de uma leitura atenta, que peca apenas pela falta de tempo para ler com mais acuidade os diferentes descritores de competências por ciclo.

Procurarei ser o mais claro e sintético possível, numa área que precisava de um debate mais alargado após a realização desta proposta de novos programas de Português para o Ensino Básico.

Iniciarei por tecer alguns comentários quanto aos objectivos, enquadramento, conceitos-chave e opções programáticas, detendo-me depois nas sugestões metodológicas para cada ciclo de ensino.

A proposta de novos programas insere-se na continuidade de uma corrente teórica e metodológica iniciada com a aprovação das Competências Essenciais, na senda daquilo que foi realizado em outros países europeus após a publicação do Quadro Europeu Comum de Referência pelo Conselho da Europa. De facto, a concepção curricular para o ensino e aprendizagem das línguas alterou-se, aliando-se perspectivas humanistas e sócio-cognitivas, nas quais se procura que o aluno aja pela língua de modo a aprender a língua.

Encontramos alguns desses pressupostos nesta proposta. Mantém-se a noção de currículo em espiral, agora ainda mais necessária dada a organização por ciclos, bem como a ideia de uma pedagogia de desenvolvimento integrada do aprendente que converge em três direcções: aquisição de saberes e competências, formação pessoal e favorecimento do exercício da cidadania responsável através da aprendizagem da Língua Portuguesa e do património cultural que veicula.

Contudo, deixa-se cair aquela que provavelmente permitiria resolver a imprecisão do conceito introduzido no documento de « experiência significativa de aprendizagem » (e.g. p. 20 e p. 118). A aprendizagem apenas é significativa se o aprendente encontrar nos saberes declarativos e processuais a adquirir algum valor social, isto é, algum sentido prático para a sua vida quotidiana e profissional. Ora apenas designam, sem esclarecer o entendimento que desse conceito fazem. Um dos conceitos-chave do Quadro Europeu consiste na noção de tarefa comunicativa como aglutinadora de competências e saberes em situações de aprendizagem, na senda das diferentes obras de Nunan (1996, 1998, 1999) que trouxeram para o campo pedagógico a noção de tarefa e de sequência de aprendizagem. Esta última aparece referida, ainda que escassas vezes, nomeadamente nas orientações de gestão no 3º ciclo, enquanto que a de tarefa desapareceu por completo. Não obstante, esta metodologia de trabalho está intrinsecamente associada à noção de competência, dado ser através de tarefas comunicativas que o estudante age num determinado contexto social, isto é, mobiliza determinados saberes no momento da acção física e/ou linguística. Veja-se a esse propósito as diversas investigações e publicações relativas à noção de competência e perspectiva accional por parte de Philippe Perrenoud ou de Daniel Coste, Maria de Lurdes Cabral ou eu mesmo, entre outros.

[continua brevemente]

Apprendre le portugais (Sophie Rochon)

Voici un texte produit par une élève Erasmus. Beaucoup d’évidences que nos étudiants semblent oublier.

Para melhorar o meu português, escolhi estudar um semestre em Portugal. Na vida quotidiana aprende-se muito sobre a cultura, e os hábitos portugueses tornando mais fácil a aquisição de conhecimentos linguísticos! O simples facto de ir ao supermercado, tomar café ou ir à padaria são lições básicas com as quais podemos aprender a articular perguntas, respostas e estabelecer um diálogo.

A cada momento do dia podemos aprender coisas novas, como por exemplo, a publicidade nas ruas, as embalagens dos produtos consumidos no dia-a-dia, os menus do restaurante e não menos importante a televisão, tudo serve de aprendizagem. Para alguém que venha de um outro país, a televisão é extremamente importante para conseguir fazer a distinção entre línguas. Por exemplo, sendo francesa, ver um filme de língua inglesa com legendas em português é um bom exercício de tradução, ajuda a ser poliglota e torna-nos mais flexíveis em termos de raciocínio. Na minha opinião, as notícias são um bom teste de compreensão: quando uma pessoa consegue perceber um jornalista que ordena as informações em pouco tempo, alcança um bom nível de entendimento.

Quando algo falha na comunicação, o aprendiz deve encontrar um meio de deduzir o que a palavra ou expressão significa, por exemplo, vejamos com este excerto de uma revista  « Em 35 anos de história dos prémios americanos de música foi a primeira vez que uma mulher venceu este galardão » para deduzir o que a palavra  « galardão » significa devemos analisar o campo semântico da frase. Nesta frase, o nome  « prémios » ajuda-nos a encontrar o sentido da palavra  « galardão ».

O saber perguntar é uma das chaves mais importantes para fazer progressos. O problema é que a maioria das pessoas julga que fazer perguntas sobre um determinado assunto é um sinal de ignorância, mas é desta maneira que podemos aprender mais e avançar. Devemos aceitar as críticas para que possamos ter consciência onde estamos a errar, se nunca ninguém nos corrigir sobre algo que esteja incorrecto nunca poderemos evoluir. Algumas vezes esses erros podem meter-nos em situações difíceis.

A qualidade primordial para que se possa aprender uma língua correctamente e assimilar a sua cultura é a curiosidade. É bom fazer perguntas sobre tudo, assim, desenvolve-se um interesse por temas e assuntos para adquirir um vasto leque de conhecimentos linguísticos e culturais. Se tivermos esta qualidade conseguimos ser mais abertos de espírito e teremos mais facilidades na interacção com a nova língua.

TLEBS_2

Ora vejam lá se não é sintomático daquilo que se passa na educação em Portugal. Recebi esta notícia da APP (Associação de Professores de Português). Tem a ver com a TLEBS, pelo facto dos manuais escolares de alguns anos da escolaridade básica a seguirem, apesar de estar revogada.

Leiam e reflictam.

« APLICAÇÃO DA TLEBS
Em resposta a uma interpelação da APP acerca da aplicação da TLEBS, enviada à DGIDC durante o mês de Setembro, recebemos, no dia 25 de Outubro, um esclarecimento que, em síntese, diz o seguinte:
1. A nomenclatura de 1967 não está em vigor; 2. A segunda versão da TLEBS, em discussão pública, não é uma lista de conteúdos; 3. As aprendizagens do Básico regem-se pelos programas (1991) e pelo Currículo Nacional (2001); 4. Na avaliação externa do Básico são aceites todas as terminologias; 5. Os professores do Básico devem recorrer a outros materiais sempre que os manuais não estejam em conformidade com os programas e o currículo; 6. No Secundário, as aprendizagens regem-se exclusivamente pelos programas (2003). »

Ora vejam lá se não é curioso?

JGuerra

Ler devia ser proibido

 

Ora o que acham disto?

Sugestões de leituras #1


Li há dias, num blog no qual gosto passar bocadinhos um texto belíssimo, bem escrito, bem pensado. Deixo-vos aqui este excerto:


« 
N
as vésperas de um novo ano lectivo, os abutres dos lápis, canetas, cadernos, manuais, pastas e mochilas vão debicando efusivamente a economia doméstica das famílias. Portugal analfabeto segue em frente – e temos uma marioneta atarracada, a quem convenceram que é ministra, que afirma que «a função do Ministério da Educação não é colocar professores»!
Como é possível que docentes que leccionaram durante 15 e 20 anos (!) não tenham criado nenhum vínculo ao Estado? Há Estado? Ou trata-se de um mero empregador de mão-de-obra barata em situação ilegal??« 

Podem ler o texto completo em: http://cronicasdapeste.blogspot.com/2007/09/notcias-da-peste-16.html

contrato

Descobri num blog esta notícia bem interessante. Como fazer para algo relacionado com línguas?

Vi no Blog do Dipa e achei muito interessante:

Quem sabe programar, olhe a foto antes de ler o comentário.

Na linguagem « C », essa sequência de caracteres forma a frase « Now Hiring » (Estamos Contratanto), ou seja, querem pessoas que tenham conhecimento na linguagem, mas
que sejam suficientemente inteligentes para interpretar o outdoor…

Esse outdoor é quase uma entrevista!

(E eu vi no http://acarosnoarmario.blogs.sapo.pt/ LOL)

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