Revisão da estrutura Curricular

O Ministério da Educação e Ciência apresentou ontem a sua proposta de revisão da estrutura curricular para todos os ciclos de ensino. Voltaremos ao seu conteúdo. 

Podem descarregar o texto completo na página da DGIDC 

A consulta pública decorre até ao final de janeiro. Os comentários podem ser enviados para revisao.estrutura.curricular@mec.gov.pt

 

O que os nossos estudantes sabem…

… em reação a um vídeo da revista Sábado amplamente difundido nas redes sociais.

Se é verdade que a escola tem revelado algumas deficiências, estas devem-se em parte, não aos professores, mas a todo um sistema que valoriza metas de sucesso a cumprir, programas disciplinares por vezes desactualizados e pouco estimulantes, um número de alunos por turma excessivo, mudanças paradigmáticas e curriculares a cada governo, obrigatoriedade social de classificar, etc.

Há igualmente uma Educação que é GRATUITA: A QUE TODOS PODEMOS INCUTIR AOS SEUS FILHOS, FAMILIARES.
Ensine-os a respeitar, a não destruir, a não mentir, a não roubar, a ser responsáveis, esforçados, solidários, a terem valores, a não serem violentos e a não se deixarem manipular.

É fundamental lutar por uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, mas a educação começa em CASA.

Ensine-os a serem curiosos, a valorizarem a leitura, a escrita, a estimulá-los para a cultura em geral (música, pintura, escultura, cinema – e não apenas blockbusters americanos, design, etc.).

Todos devem refletir sobre as suas ações quanto à educação dos mais jovens. É fácil atirar culpas para o outro, sacudir a água do capote. O mea culpa sempre foi doloroso. Por conseguinte, atire a primeira pedra aquele que não teve culpas no que podemos ver; os estudantes inclusive. Cabe-lhes igualmente a eles, enquanto estudantes universitários, (outrora) sinónimo de cultura, de valorizar o conhecimento. Não apenas na área científica em estudo, até porque existem sempre pontos de contacto, sempre influências de / confluências com outras áreas, e sempre, e realço sempre, ligações ao património cultural da humanidade.

Esta é a única maneira de mudar o presente para que tenhamos um futuro melhor.

Dicionário Terminológico

Com o intuito de facilitar a transposição para a nova terminologia linguística, num período em que os 1º, 2º 5º e 7º anos iniciam o seu trabalho com os novos programas de Português, o Ministério da Educação disponibiliza uma versão digital do Dicionário Terminológico da Língua Portuguesa.

Boas consultas!

evoluções no papel do professor

No passado, a educação baseava-se numa pedagogia autoritária, baseada sobre a figura do “professor ditador”, detentor de todo o saber. Actualmente, procura-se adoptar uma pedagogia mais flexível, capaz de respeitar o aluno enquanto ser humano, enquanto indivíduo uno e diferente do colega de carteira, respeitando as suas necessidades comunicativas na gestão do processo de ensino.

No passado, o ensino favorecia as noções de Estado, religião e família e o professor era considerado como um templo de saber. Hoje em dia, o professor adquire o papel de gestor do processo de ensino-aprendizagem, com vista a estabelecer a relação entre o aluno e o saber como eixo principal das aprendizagens.

(Nota: Estas afirmações baseiam-se em algo que li há já algum tempo e não me recordo de onde.)

New Papers

New papers published. If you are interested in them, you can contact me or theweb site of the EDYULEARN11 (http://www.iated.org/edulearn11/).

Collaborative writing using google docs

This study reports the first results of an ongoing research on collaborative writing conducted during the last academic year. The students were encouraged to write a text using Google Docs. The article explores the students´ attempt to write collaboratively, to correct the text and to regulate the collaborative work. Results show that, even though some students were somehow reluctant to correct others´ work, this collaborative task was a highly motivating activity. Moreover, these preliminary results demonstrate that students of this level, and within the limitations of this study, are more concerned with content rather than form. Keywords: Language teaching; Web 2.0 technologies; collaborative tools; collaborative writing; writing competences; Google Docs.

Do wikis enhance second language Learning

This article reports the preliminary results of a research which explores the role of Wikis in formal education. More specifically, it speculates how Wikis may enhance Second/Foreign Language Learning (L2). It does so by building on previous studies as well as on the answers and insights of a group of students who were part of this ongoing research. So far, the results suggest that those students who engaged in our Wiki, created for this study, showed better understanding of the material discussed and produced a much better essay than students from the control group who did not participate with any entry on the Wiki. Moreover, insights from the participating group show that they are very receptive for the use of Wikis in L2 and its usage generates higher learning motivation amongst participants. Overall findings and opinions show that students perceive the use of Wikis as a useful tool that facilitates collaborative learning and enhances acquisition of academic skills which may also prepare them for the job market demand. Keywords:   Wikis; L2 acquisition; Collaborative Learning; Collaborative and Constructivism  Paradigms; Interaction; Emergent paradigms.

Enjoy them. I know they can be usefull for your research.

Falar bem… escrever bem…

O portal da língua portuguesa (www.portaldalinguaportuguesa.org) passou a disponibilizar informação sobre as regras associadas ao novo acordo ortográfico.

Concordando ou não, é oficial. Todos deverão no sistema escolar utilizá-lo já no próximo ano lectivo. Neste momento, os serviços da função pública já estão obrigados a isso.

No site encontram ainda a ligação para o software lince que converte os documentos produzidos sem esforço.

Aproveito para informar que o Microsoft Office já dispõe de uma actualização gratuita de modo a que o corrector ortográfico respeite as novas regras. Evita que tenhamos várias palavras sublinhadas apesar de estarem bem escritas. Podem descarregá-lo na página seguinte: http://www.microsoft.com/portugal/acordoortografico/default.mspx

tecnologia denuncia plágio

Nos EUA algumas empresas começaram a especializar-se na análise das provas de exame dos estudantes. Segundo o jornal I, o sistema desenvolvido permite detectar as respostas que foram (i) fornecidas aos alunos por outros que já tenham finalizado o exame, recorrendo às mensagens de telemóvel ou (ii) alteradas à posteriori pelo corrector de modo a favorecer determinado estudante.

 

Assim sendo, após a realização do exame, todas as provas são enviadas para a empresa contratada que as compara segundo um algoritmo não revelado.  As provas suspeitas são posteriormente revistas à mão e os alunos confrontados com a situação.

Como é de calcular, o sistema está igualmente a gerar polémica devido a alguns do métodos usados já revelados, como por exemplo duvidar de provas cujas respostas tenham sido alteradas, como se não fosse permitido ou expectável que numa releitura o estudante se aperceba de alguma lacuna ou erro e procure emendar.

Ainda assim, parece que o método tem dado provas.

Os estudantes que se cuidem.

Fonte: Jornal I de 31/12/2010, ano 2, n.º 84

Gave: relatório 2010

Mais uma vez o GAVE divulga um relatório avassalador sobre a capacidade de raciocínio dos estudantes portugueses. Problema transversal aos diversos níveis de ensino analisados. As principais dificuldades dizem respeito a operações complexas de leitura, escrita e até de análise gramatical.

 

Contrariamente ao 9º ano, a leitura e escrita de textos informativos revela-se ser uma das principais dificuldades dos alunos do Ensino Secundário. Resultado que não me surpreende de todo, tendo em conta os dados obtidos e analisados pelos sucessivos relatórios PISA dos anos anteriores e uma investigação por mim desenvolvida (2002/2003), na qual se chegou à conclusão que as actividades de leitura compreendidas nos manuais e as práticas desenvolvidas quer em sala de aula, quer fora dela, não incluíam estratégias de leitura e escrita adequadas para desenvolver competências nos estudantes do Ensino Básico (na altura no 7º ano) relativas aos textos explicativos.

Levanta-se portanto uma questão deveras pertinente. De que servem os vários relatórios já produzidos? Foram divulgados junto dos docentes? Foram organizadas pelo Ministério acções de formação que promovessem práticas diferentes? A meu ver parece-me que ficámos aquém e que continuaremos a produzir relatórios semelhantes.

O relatório completo pode ser consultado na seguinte página Testes Intermédios: Relatório 2010.

2010 in review…

The stats helper monkeys at WordPress.com mulled over how this blog did in 2010, and here’s a high level summary of its overall blog health:

Healthy blog!

The Blog-Health-o-Meter™ reads Minty-Fresh™.

Crunchy numbers

Featured image

A Boeing 747-400 passenger jet can hold 416 passengers. This blog was viewed about 2,000 times in 2010. That’s about 5 full 747s.

 

In 2010, there were 4 new posts, growing the total archive of this blog to 90 posts. There were 3 pictures uploaded, taking up a total of 62kb.

The busiest day of the year was April 19th with 33 views. The most popular post that day was Novos Programas de Português Ensino Básico_Parecer_5.

Where did they come from?

The top referring sites in 2010 were facebook.com, fr.wordpress.com, google.pt, mail.live.com, and langage.blogspot.com.

Some visitors came searching, mostly for ler, investigação, colocações ensino superior 2006, plnm, and plnm planificação.

Attractions in 2010

These are the posts and pages that got the most views in 2010.

1

Novos Programas de Português Ensino Básico_Parecer_5 April 2009

2

ler contra os males November 2008

3

Formação em Português Língua Não Materna (PLNM) July 2008

4

Acesso ao Ensino Superior: Colocações September 2006

5

Novos Programas de Português Ensino Básico_Parecer_6 April 2009

Como não usar o powerpoint…

… ou melhor como não se preparar para falar em público.

A brincar aprende-se. Fazemos isso a nossa vida inteira, principalmente na infância. Com um pouco de humor, vamos aprender a não usar o powerpoint.

Desejo-vos boas gargalhadas.

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